quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Sou uma lua sobre um vasto oceano de esperança
Que pesco nas marés despertas nos meus sentidos
Largo sem cais nem porto uma onda que frisa
Um sorriso lembrando que o amanha é novo
O meu coração é um coral que espera embelezar
Mais ainda a beleza de uma princesa (mulher)
Não vivo com o corpo o que a alma sente
Mas sinto no corpo o que a alma não vive
Sou fumo que paira ao vento na sombra
Que ao ouvido me canta cantigas mudas
Do silencio que vibra a razão falsa
Sou um vulgar Deus dos meus desejos
Acatando uma saudade sem nome nem rosto
Neste acreditar que acasos são propositados
E que o céu exibe textos que ninguém lê
E que o instinto é uma outra inteligência

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